Publicado originalmente no Facebook.
Não é muito o meu apanágio, mas no final de um ano como 2025 faz sentido parar e olhar para trás.
2025 foi um daqueles anos que não se medem apenas pelos projetos concluídos, mas sobretudo pelas decisões tomadas e pela vontade de participar mais ativamente na vida coletiva.
Mantive o meu percurso profissional ligado à academia, à tecnologia, à inovação e ao ensino, sempre com os pés bem assentes na realidade — a ligar investigação, empresas, estudantes e território. Projetos novos, como o DT4MOB, tiveram início, e diversas candidaturas a financiamentos nacionais e europeus encontram-se a aguardar resultados. Tudo isto só foi possível graças ao privilégio de trabalhar com uma excelente equipa de investigação.
Mas 2025 foi também o ano em que decidi ir mais além da zona de conforto.
Este ano candidatei-me (e fui eleito) para o Conselho Geral da Universidade de Aveiro, por acreditar que a universidade precisa de mais debate estratégico, mais transparência e maior envolvimento da comunidade académica nas decisões que moldam o seu futuro. Integrei a lista UA - 50 anos de História, 50 anos de Ambição, formada por uma equipa jovem e motivada, que partilha a ambição de construir uma UA mais forte, mais aberta e preparada para os desafios que aí vêm.
Em paralelo, concorri à Assembleia Municipal de Aveiro, com a convicção de que a política local precisa de mais pensamento crítico, mais rigor e menos resignação. Aveiro merece decisões bem fundamentadas, respeito pela cidade e pelos seus cidadãos, e uma visão de longo prazo. Em outubro, juntamente com os restantes liberais de Aveiro, conseguimos eleger, pela primeira vez, deputados municipais. Com a Claudia Rocha, assumo hoje a responsabilidade de representar essa ambição de fazer a diferença em Aveiro.
2025 foi, assim, um ano de maior exposição pública: intervenções, posições assumidas, debates difíceis e, por vezes, incómodos mas necessários. Continuo a acreditar que participar implica assumir riscos e dizer o que se pensa, mesmo quando isso não é popular.
Nada disto acontece sozinho. Este ano reforçou a importância das pessoas com quem trabalho, discuto, discordo e aprendo (dentro e fora das instituições). São elas que ajudam a moldar e a calibrar opiniões e posições, sempre guiadas pela liberdade individual, pela verdade, pelo progresso e pela vontade de fazer crescer as instituições e a região.
Entro em 2026 com a convicção intacta: participar, questionar e contribuir é sempre melhor do que ficar de fora.
Obrigado a todos os que estiveram deste e desse lado, em especial à minha familia que me apoia e sem a qual não teria alcançado estes objectivos. Bom final de ano. Feliz 2026! Vamos continuar!
